Encontro de Mulheres aponta preconceitos sofridos e dificuldades enfrentadas no DF

 

Encontro pelo Dia Internacional da Mulher

 

O Coletivo de Mulheres das Organizações Religiosas do Distrito Federal realizou o Encontro pelo Dia Internacional da Mulher no início deste mês. A edição deste ano, sediada na Estrutural, organizou uma grande roda de conversa com mulheres das mais diversas origens e meios: índias, negras, LGBTS, ciganas, deficientes físicas, imigrantes, entre outros grupos.  Dando voz às mulheres, o evento permitiu uma longa explanação e troca sobre experiências e problemas que enfrentam no DF.  

Dentre os problemas apresentados, há um que parece atacar todas as mulheres independentemente de sua diversidade: a discriminação. Cerca de 12 mulheres fizeram uso da palavra, entre elas, Eiman Haroon, refugiada do Sudão e coordenadora do projeto de atendimento à mulheres no IMDH.  

Em sua fala, Eiman apontou os três principais problemas que as mulheres refugiadas enfrentam no DF. “Nós temos muita dificuldade em conseguir trabalho devido às dificuldades com o português e pelo caminho para a validação dos certificados e experiências profissionais que trazem de sues países de origem”, explica. Além disso, segundo a refugiada, a maior parte das mulheres que chegam ao Brasil não conhece as diferenças das leis brasileiras para com as mulheres e, portanto, não entende que implicações ou possibilidades isso pode trazer.  

Raissa Rossiter, secretária adjunta de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, e Janaína Ferreira Bittencourt, subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial também estavam presentes. E, ao final, escreveram junto com as demais participantes um documento dirigido às instituições distritais, reivindicando políticas públicas para os problemas que as mulheres enfrentam.