O que é a rede?
“O ser humano é frágil, carente, incompleto, e sem a ajuda dos outros humanos não resistiria viver. Assim, uma solidariedade mínima, uma relação de partilha, de articulação, de compromisso com o outro, faz-se condição absolutamente imprescindível para a existência humana ”, afirma J.B. Libânio (2004).
A Rede Solidária para Migrantes e Refugiados é um espaço amplo de articulação, aberto tanto em âmbito nacional quanto internacional, em favor da causa dos migrantes e dos refugiados. A Rede não é, nem se propõe a ser uma nova entidade. Muitas instituições e organizações já existem e realizam, com esforço e dedicação, valiosa ação a serviço e em favor dos migrantes e dos refugiados e o propósito da Rede Solidária MIR é facilitar e favorecer os contatos, a articulação, o intercâmbio, a localização das entidades, na atuação junto e a favor dos migrantes e dos refugiados.
Desejamos que esta articulação contribua para ampliar o trabalho e fortalecer o apoio recíproco e ajuda mútua, bem assim disponibilizar à sociedade em geral, aos refugiados, aos solicitantes de refugio e aos migrantes, pontos de contato e acesso a informações e orientações cujo valor e importância, temos certeza, é grande e imensurável.
A idéia de rede vem inspirada na re-articulação da solidariedade, entre indivíduos e entidades. Partilhar os frutos, as esperanças e as estratégias não é somente um objetivo ou meta, mas uma necessidade inexorável.
Assim, inspirados por J. B. Libânio*, pensamos em rede em termos ontológicos: “Solidariedade é um valor autônomo e absoluto. Não depende de circunstâncias históricas. Não nasce de uma conjuntura concreta. Funda-se na própria natureza humana”, teológicos (Deus é a comunhão de três e não a solidão de um, nos diria Leonardo Boff) e em termos práticos, sabendo que na atual conjuntura de escassez do trabalho de direitos humanos perante um mundo neo-liberal e individualista, faz-se necessária a partilha de planejamentos, táticas e experiências.
LIBÂNIO, J. B. – Religiosos e Leigos: trabalho em rede e parcerias em vista da solidariedade. – Revista Convergência, p. 29 a 40
