Iniciativa foi apresentada pela esposa do Vice-Presidente do Brasil, Lu Alckmin, e irá garantir qualificação para refugiados e migrantes venezuelanos na produção e venda de pães artesanais.

A Casa Bom Samaritano será uma das unidades a replicar o projeto Padarias Artesanais em Brasília (DF). A iniciativa foi apresentada na última semana, após a esposa do Vice-Presidente da República, Lú Alckmin, conhecer as instalações do abrigo temporário que acolhe refugiados e migrantes venezuelanos.

A visita foi intermediada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que cedeu o imóvel para o estabelecimento da Casa Bom Samaritano em 2021. O espaço é gerido pela AVSI Brasil e o Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH)/Fundação Scalabriniana, a partir do projeto Acolhidos por meio do trabalho, e serve como moradia temporária para famílias venezuelanas que são interiorizadas de Roraima para Brasília, com expectativa de trabalho na região do Distrito Federal.

Lu Alckmin foi recebida por Irmã Rosita Milesi, diretora do IMDH, que fez uma breve apresentação sobre o projeto Acolhidos por meio do trabalho e a metodologia aplicada no espaço. Também participaram do encontro Paulo Heider e Bianca Abrahami, coordenador e oficial de mobilização comunitária e voluntariado da Casa Bom Samaritano; Thais Braga, gerente especial do projeto Acolhidos por meio do trabalho, e Pe. Patriky Samuel Batista, subsecretário geral-adjunto da CNBB.

O projeto Padarias Artesanais surgiu como uma das principais iniciativas do Fundo Social de Solidariedade de São Paulo (Fussesp), presidida por Lu Alckmin há 14 anos e que se expandiu para todo o estado e municípios paulistas. De acordo com a segunda-dama, a ideia agora é amplia-lo para outras regiões do país, começando por Brasília e, posteriormente, levando-o para todo o Brasil.

A iniciativa tem por objetivo a oferta de capacitação profissional, melhoria na qualidade da alimentação e, especialmente, a geração de emprego e renda para pessoas em situação de vulnerabilidade. A panificação artesanal consiste na elaboração de pães por processos caseiros, sem a utilização de equipamentos especiais ou conservantes.
Para a viabilização do projeto serão capacitadas três pessoas, indicadas pelos gestores da Casa Bom Samaritano, que se tornam agentes multiplicadores. Posteriormente, são entregues os equipamentos, compostos por um forno de pedra, batedeira, liquidificador, balança, assadeiras de alumínio. Ao todo, já foram capacitados mais de 14 mil agentes multiplicadores em São Paulo, garantindo cerca de 8 mil padarias implantadas.

Segundo Ir. Rosita, o projeto que a Sra. Lú Alckmin está disponibilizando é altamente significativo não apenas para as instituições que terão possibilidade de produzir, com facilidade e a baixo custo os pães para o consumo da população atendida, mas também será muito benéfico para as pessoas refugiadas e migrantes capacitadas que se beneficiarão com esta fonte de renda que poderão produzir em suas casas. A prática já implementada amplamente em São Paulo o demonstra. “Obrigada, senhora Lu, por sua oferta que seguramente será muito enriquecedora para as e os migrantes e refugiados que poderão se capacitar, o que garante também mais chances de inserção no mercado de trabalho”.

Além da nova parceria com Funssesp, o projeto Acolhidos por meio do trabalho conta com o apoio estratégico da Fundação AVSI e AVSI-USA, e cooperação da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Rede Brasil do Pacto Global e é financiado pelo Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado dos EUA.