Na tarde da segunda-feira, 3 de junho, dando continuidade à serie de visitas institucionais, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Ricardo Hoepers, esteve presente pela primeira vez na Casa Bom Samaritano, em Brasília (DF). Local de acolhida e integração de famílias migrantes e refugiadas, o espaço conta com o apoio da Conferência e oferece assistência humanitária, laboral e sociocultural.

Irmã Rosita Milesi, diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), que também colabora em diversas áreas e serviços na Casa Bom Samaritano, esteve presente e acompanhou dom Ricardo durante a visita. De acordo com ela, até maio deste ano, 157 famílias foram acolhidas na Casa, totalizando 477 pessoas.

“Eu fiquei muito impressionado ao ver a organização, o quanto as famílias venezuelanas são protagonistas do processo. Elas são os responsáveis por todas as áreas: cozinha, limpeza, organização social”, disse o bispo.

Inaugurada em fevereiro de 2021, o Centro de Acolhida Casa Bom Samaritano recebe grupos de famílias, onde tanto os pais quanto as crianças têm uma oportunidade específica de atendimento, visando seu desenvolvimento humano integral. Para isto, um programa especial é desenvolvido, onde todos os membros da família recebem atenção em várias dimensões: formação, atenção integral às crianças, capacitação para o trabalho, acompanhamento em casos de alguma enfermidade ou necessidade de atenção à saúde, momentos diários de oração, atenção psicológica e orientação jurídica.

Dom Ricardo, durante a visita, pôde constatar que a equipe que atua no espaço é muito responsável, disponível e competente.

“Eles vem aperfeiçoando esse trabalho que, para mim, é um modelo para todo o Brasil. Me parece até que é uma das únicas Casas no país que presta esse tipo de acolhimento, com essa metodologia, então acho que vale a pena apoiarmos, valorizarmos e acima de tudo continuarmos com esse trabalho de parceria com as instituições envolvidas; e a CNBB estará sempre dando o suporte necessário”, enfatiza o bispo.

Metodologia de co-gestão
A Casa Bom Samaritano oferece um trabalho integral e organizado com metodologia de co-gestão, isto é, os acolhidos participam a fim de que este período de vivência (em torno de três meses) ofereça às pessoas oportunidade de participar num processo metodológico colaborativo. Os migrantes e refugiados acolhidos são oriundos dos estados do Amazonas e Roraima.

O Centro não é um abrigo aberto à população, mas um projeto específico, com programação e metodologia apropriadas, para integrar famílias que se encontram nos referidos estados e que buscam uma oportunidade de inserção em localidades diversas no país, e que isto se insira no projeto “Acolhidos por meio de Trabalho”, de modo a viabilizar sua inserção laboral e autonomia cidadã.

Fonte: CNBB