Proteção a Crianças e Adolescentes Migrantes em Roraima

O encontro promovido pela Associação dos Pesquisadores de Núcleos de Estudos e Pesquisas sobre a Criança e o Adolescente em parceria com o Fundo Internacional de Emergência para a Infância das Nações Unidas é um órgão das Nações Unidas (UNICEF), teve o objetivo de oferecer capacitação para fortalecer a rede de proteção e estratégias para a atenção às crianças e adolescentes.

O IMDH Solidário/Irmãs Scalabrinianas, em Boa Vista/RR, participou da oficina: Violência contra criança e adolescente: sexual, física e psicológica. O evento ocorreu na manhã do dia 07/02, no auditório da Sede da Defensoria Pública do Estado de Roraima, e foi ministrado pelo antropólogo, Prof. Dr. Benedito Rodrigues dos Santos. Ronildo Rodrigues, representante do IMDH Solidário, destacou em sua apresentação duas questões a serem discutidas durante o debate: o número crescente de mulheres e crianças nos semáforos da cidade; e a segunda questão, praticamente correlata à primeira, é a quantidade e a situação das crianças que vivem nas ruas de Boa Vista Como a rede local de proteção às crianças e adolescentes poderia atuar nessa questão?

Destacou, sobretudo, a importância da capacitação para os integrantes da rede. “Essa formação é muito importante para o aprimoramento do trabalho feito pelas instituições locais, garantindo maior proteção e cuidados para com as crianças e adolescentes”.

O palestrante destacou que “a violência contra criança e adolescente vem sendo apontada como a consequência de ambiente cultural e social também violento que vivemos hoje, sobretudo, alimentado por um imaginário social de desrespeito de seus direitos fundamentais e da sua dignidade, conforme preconiza o artigo 227 da Constituição Federal”, explicou.

Os casos de violência sexual, física e psicológica e de tráfico de crianças e adolescentes têm aumentado, em que pesem os recursos de mobilização e conscientização social já aplicado. “Isso evidencia a necessidade de novas estratégias de prevenção e identificação precoce dos sinais de violência e abuso e a ampliação da compreensão social sobre os impactos da violência ao desenvolvimento físico e emocional sobre as crianças”, concluiu.

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