Na última terça-feira, ocorreu na cidade de Milão (Itália) o seminário “Milano – una città che coopera. Come e quando la mobilità umana è fattore di sviluppo” — “Milão – uma cidade que coopera. Como e quando a mobilidade humana é um fator de desenvolvimento”, em tradução livre.
O evento, realizado pela Associação Voluntários para o Serviço Internacional (Fundação AVSI) com o apoio do Município de Milão, teve como objetivo a apresentação de modelos de acolhimento e integração socioeconômica desenvolvidos por diversas iniciativas ao redor do mundo.
Entre os presentes esteve a Irmã Rosita Milesi, diretora do IMDH, que apresentou como exemplo de sucesso a gestão da Casa Bom Samaritano, uma iniciativa de três organizações – AVSI Brasil, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH). A Casa, situada em Brasília é gerida pela AVSI Brasil e pelo IMDH, com a parceria do ACNUR e da Embaixada da Itália.
A iniciativa, inaugurada em 2021, já acolheu mais de mil migrantes e refugiados venezuelanos. Através do projeto Acolhidos por Meio do Trabalho e adotando o modelo de co-gestão, a CBS se tornou referência em acolhimento, favorecendo a integração com autonomia para as pessoas acolhidas.
Sobre as reflexões promovidas durante o encontro, a Ir. Rosita Milesi destacou:
“Um ponto muito importante destacado no seminário foi a relação da sociedade civil com o poder público e, sobretudo, (…) com a iniciativa privada, uma vez que é ali que encontramos, fundamentalmente, espaço de trabalho como caminho efetivo de integração das pessoas e das famílias. É nessa oportunidade de trabalho que a pessoa se realiza, e também provê o próprio sustento e o sustento da família. ”
As iniciativas apresentadas demonstraram a importância da boa estruturação de cada etapa vivida pelas pessoas em situação de deslocamento, desde a saída do país de origem até a integração socioeconômica em um novo local de acolhida. Quando esse percurso é realizado com êxito, tanto as pessoas integradas como a sociedade que as recebe são beneficiadas econômico, social e culturalmente.
Foto: avsibrasil