Na tarde do dia 28 de agosto, a Superiora Geral das Irmãs Scalabrinianas, Ir. Neusa de Fátima Mariano, visitou o Centro de Acolhida Casa Bom Samaritano, em Brasília (DF). Ir. Neusa realiza nestes dias a sua Visita Canônica à Província Maria, Mãe dos Migrantes, a qual compreende as comunidades das Irmãs situadas na América do Sul e na África.

Nessa etapa, Ir. Neusa está visitando as comunidades do Brasil, Paraguai e Bolívia, após ter passado pela África e pelas comunidades da Colômbia e Equador. Essa visita tem o objetivo de “animar e encorajar as Irmãs na realização autêntica da consagração religiosa e da ação apostólica”.

O Centro de Acolhida Casa Bom Samaritano é cogerenciado pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH)/Fundação Scalabriniana e a AVSI Brasil. O espaço no qual funciona o Centro de Acolhida é gratuitamente disponibilizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Centro serve como moradia temporária para refugiados e migrantes venezuelanos que, no âmbito do Projeto “Acolhidos por meio do Trabalho” são interiorizados, após sua decisão voluntária, de Roraima para o Distrito Federal.

Irmã Rosita Milesi, diretora do IMDH e cogestora do Centro, acompanhou a Superiora Geral e, com a participação de toda a equipe técnica, foi feita uma apresentação geral sobre o funcionamento, os desafios, os aspectos práticos e os belos resultados positivos, expressos tanto pela equipe, quanto pelas pessoas acolhidas. Os migrantes e refugiados, após atravessarem a fronteira Venezuela-Brasil, passam pelos abrigos da Operação Acolhida, seja em Pacaraima, seja em Boa Vista, Roraima, e posteriormente são transferidos para outras regiões do País, buscando estabelecer-se e conquistarem condições de autonomia no Brasil. Nesta etapa, desejosos de encontrar emprego, local de moradia e de reconstruir sua vida, os acolhidos e acolhidas na Casa Bom Samaritano, ali transcorrem um período de até 3 meses, preparando-se para o trabalho e para a inserção em sua nova terra, na comunidade de acolhida onde vão se estabelecer em Brasília (DF).

Oferecer o que há de melhor
Ao partilhar sobre a experiência vivida ao conhecer a Casa Bom Samaritano, Ir. Neusa lembrou sobre a importância de oferecer um serviço de qualidade aos migrantes e refugiados. “Nós somos uma instituição onde a acolhida e a solidariedade são princípios fundamentais. Foi uma alegria imensa conhecer a Casa Bom Samaritano e a qualidade dos serviços que são prestados. É importante tratar o migrante e o refugiado com dignidade. A eles nós queremos oferecer o melhor, seja no sentido de espaço de acolhida e também no trabalho que prestamos. Papa Francisco já destaca que os migrantes não são números, são pessoas que trazem uma história, valores e culturas. Em seus processsos migratórios trazem dores, alegrias e esperanças. Ao mesmo tempo, são grandes construtores de uma sociedade nova. Juntos nós queremos criar uma dimensão diferente na acolhida, dar o nosso melhor”, destacou a Superiora Geral da Congregação.

Sobre a Casa Bom Samaritano
Inaugura em 4 de fevereiro de 2021, a Casa Bom Samaritano recebeu as primeiras famílias em maio e, até julho último, acolheu 531 pessoas, das quais 244 crianças, adolescentes e jovens com menos de 18 anos. No compromisso de buscar emprego formal para pelo menos uma pessoa da família, para favorecer sua integração e sustento, 135 pessoas foram contratadas por empresas parceiras.

“Há uma equipe que presta todo o suporte a essas pessoas, desde que chegam à Casa e que busca propiciar uma acolhida fraterna, de modo que todos e todas possam sentir-se bem e reconfortados depois dos longos processos migratórios que ocorrem desde que deixam seus lares no país de origem. A equipe faz a interlocução com as empresas, motivando-as a contratar migrantes e refugiados, e acompanha nos processos seletivos, fazendo também uma preparação para as entrevistas de emprego. Quando aprovados e contratados, também presta informações sobre localidades de moradia mais convenientes. Durante sua permanência na Casa, as pessoas têm aulas de português, palestras sobre direitos e deveres no trabalho, bem como sobre outros temas e sobre a importância da integração local e também da preservação de seus valores culturais. O que mais desejamos é que as famílias possam sentir-se bem, tanto no ambiente do Centro de Acolhida Casa Bom Samaritano, quanto depois, junto às comunidades onde vão residir”, destacou Ir. Rosita.

O projeto Acolhidos por meio do trabalho conta com o apoio estratégico da Fundação AVSI e AVSI-USA, e parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Rede Brasil do Pacto Global. É financiado pelo Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado dos EUA, como apoio às ações da Força-tarefa Logística e Humanitária da Operação Acolhida.