Projeto Clima e Deslocamentos Humanos reúne parceiros e apresenta resultados de 2025

Na última sexta-feira (27), a direção do IMDH e equipe de coordenação do Projeto Clima e Deslocamentos Humanos — Nansen 2024 realizou uma reunião virtual para partilhar com a equipe nacional do ACNUR – Agência da ONU para Refugiados – e outros parceiros os resultados da primeira parte do Projeto. A apresentação, aberta a todos os interessados, teve como objetivo prestar contas e engajar os parceiros nas atividades, analisando as áreas de atuação, as ações realizadas e o público alcançado pelo projeto.

A Ir. Rosita Milesi, em suas palavras de acolhida para a abertura da reunião, pontuou: “Lá em 2024, celebrando o prêmio Nansen, compreendemos que aquele reconhecimento não era só um ponto de chegada, mas um chamado para aprofundar nossa ação no tema dos refugiados e das pessoas deslocadas forçosamente. Na sequência do prêmio, a reflexão, juntamente com o ACNUR, apontou-nos um dos maiores desafios do nosso tempo — a relação entre crise climática e mobilidade humana. O prêmio foi transformado em projeto. Fizemos um caminho ainda parcialmente realizado, e é o que queremos partilhar hoje com todas as pessoas que estão nos acompanhando. […] Ao longo de 2025, praticamente percorremos o Brasil ouvindo vozes muitas vezes ausentes dos grandes debates. O deslocamento humano devido a causas climáticas não é uma ameaça distante. Creio que todos e todas aqui já ouviram repetidamente que é uma realidade que atinge os mais vulneráveis. E exige respostas urgentes e estruturantes.”

Davide Torzilli, representante do ACNUR no Brasil, acrescentou: “Existem dados, e eles são alarmantes, que explicam essa conexão entre deslocamentos forçados e impacto climático. Não vou repetir os dados aqui, mas pode-se dizer que três em cada quatro pessoas deslocadas à força no mundo vivem hoje em locais com extrema exposição ao risco climático”, afirmou.

As coordenadoras do Projeto – Vanessa de Paula Ponte e Beatriz Bento Gargano – juntamente com a diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), Rosita Milesi, conduziram a reunião para detalhar as várias esferas de atuação d ao longo dos primeiros seis meses de ações contínuas e, principalmente, dar a dimensão dos impactos positivos trazidos pelas ações que mobilizaram centenas de pessoas de 12 estados mais o DF, com a participação de crianças, jovens e adultos.

Oficinas engajaram diretamente mais de 600 pessoas
Tendo a difusão da educação climática como um de seus objetivos primordiais, o alcance do projeto por seus eixos estratégicos “Formação”, “Comunicação”, “Saberes” e “Incidência” foi um dos pontos debatidos e aprofundados; o público alcançado diretamente ultrapassou 600 pessoas no eixo “Formação”, 64.162 visualizações e 4.434 contas atingidas nas plataformas digitais — eixo “Comunicação” — e 150 exemplares do Caderno de Debates nº 19 distribuídos a organizações, universidades e outros interessados no tema e mais de 50 disponibilizados eletronicamente, no eixo “Saberes”.

A equipe finalizou a apresentação com os próximos passos do projeto. Entre eles estão a Criação da Rede Nacional ‘Clima e Deslocamentos Humanos’, uma oficina final com a rede de participantes, Colóquio de encerramento do projeto com ampla e diversificada representação, ações de Advocacy e apresentações institucionais dos produtos, bem como duas novas publicações e a parceria entre o Projeto Nansen e as universidades de Brasília (UnB) e a Federal de Roraima (UFRR) para a criação de disciplinas inspiradas no projeto.
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