O segundo dia do 18º Encontro Anual da Rede Solidária para Migrantes e Refugiados (RedeMiR) aconteceu no dia 10 de novembro, por meio de plataforma virtual e contou com a participação de mais de 80 pessoas de diferentes partes do Brasil, além dos participantes de fora do país.

Para iniciar a discussão sobre o fortalecimento das redes locais, os participantes foram convidados a responder três diferentes questões sobre suas experiências anteriores atuando em redes. Na sequência, os facilitadores destacaram as principais respostas dos(as) participantes e apresentaram alguns conceitos, desafios e vantagens do trabalho em rede.

Na sequência das atividades, Tarryn Elliot, da Embaixada do Canadá, expôs sobre os seguintes pontos: a) Como conseguir financiamento para projetos sociais? b) Como identificar se é o tipo de financiamento mais adequado ao projeto? c) Quais as melhores práticas ao candidatar-se? Explicou que, diferentemente dos recursos dos ministérios dos países doadores que costumam enviar recursos para instituições internacionais e bem consolidadas, as embaixadas normalmente destinam recursos para instituições menores e em desenvolvimento, sendo uma boa oportunidade para obter recursos. Ressaltou que é fundamental buscar informações sobre quais são as prioridades de financiamento do doador antes de propor projetos e que os mesmos devem apresentar objetivos específicos e bem delineados.

Associações e Coletivos de migrantes e refugiados: a vivência prática
Durante a apresentação de experiências de Associações e Coletivos de migrantes e refugiados, foi apresentada a associação Mawon, palavra que significa mobilidade, resistência e diversidade em criolo haitiano e que, pelo falo de o fundador fazer parte da história do Haiti, foi também escolhida para dar nome à associação. Segundo Bob, a Mawon foi criada por um grupo de imigrantes no Brasil para oferecer suporte a outros imigrantes recém-chegados por meio de projetos de geração de renda, empregabilidade e empreendedorismo. Falou também sobre os principais objetivos da Mawon que são valorizar a diversidade cultural e promover autoestima dos diferentes grupos de migrantes no Brasil; além de promover projetos para autonomia econômica das pessoas migrantes.

Em uma segunda apresentação, a representante da Associação dos Migrantes indígenas (AMIR) explicou sobre a história dos fluxos migratórios de alguns povos indígenas transfronteiriços até o Brasil e o seu acolhimento por meio de comunidades indígenas locais e da atuação das organizações da sociedade civil. Destacou algumas das principais dificuldades enfrentadas aqui no Brasil como a geração de renda, subsistência e a busca por soluções duradouras. Em razão dessas demandas, decidiram organizar-se de forma legal por meio de uma associação para representar e apoiar os povos indígenas deslocados da Venezuela. Falou sobre alguns dos principais projetos da associação, a exemplo do Projeto Música sem Fronteiras para crianças e jovens indígenas; Capacitação em agroecologia; Apoio a projetos de empreendedorismo em diferentes áreas.

Saiba mais
Tema: Viver o presente e construir o futuro com os Migrantes e Refugiados
Articulador: IMDH
Comitê organizador: ACNUR, IMDH, OIM, Missão Paz, SJMR
Facilitador: FICAS

3º Encontro: 17 de novembro de 2022 – 14h às 17h
Temas:
Migrantes e Refugiados e o direito de acesso à educação
Revalidação de Diplomas
Dados oficiais sobre migrações, autorização de residência e naturalização
Migrantes e Refugiados sujeitos de direitos: Acesso ao SUAS